Escasez y abundancia en la historiografía operística del Río de la Plata
Palavras-chave:
Rossini, Bellini, canon operístico, Buenos Aires, MontevideoResumo
Las historias entrelazadas de ópera en Buenos Aires y Montevideo durante el siglo XIX siguen un patrón similar al que sucedió en otras partes de Latinoamérica: un estallido de actividad durante la década de 1820 y comienzos de 1830, en los inicios de las independencias, seguido de un extenso periodo de ausencia de años o incluso décadas, antes de que se produjera una segunda ola de representaciones hacia 1850. Si bien esto resulta evidente, permanecen ciertas preguntas historiográficas clave: cuánta relevancia debemos darle a las representaciones de ópera completas por sobre la extensa circulación de fragmentos, por ejemplo; y cómo ir más allá de los lítimes nacionales para comprender la interrelación de redes locales, regionales y transatlánticas. Sobre todo, ¿cómo podemos repensar los ciclos aparentes de escasez y abundancia operística que caracterizan a la región en aquel entonces?
En este artículo planteo que la continua presencia de la ópera a ambos lados del Río de la Plata durante los “años de ausencia” en las décadas de 1830 y 1840 pueden ser mejor analizadas no tanto por la representación completa (o casi completa) ocasional, sino a través de la sinecdóquica habilidad de arias individuales de sustituir obras completas imaginadas cuyos méritos fueron discutidos en las páginas de los periódicos de la época como si hubiesen sido representadas sobre el escenario. Mientras tanto, el retorno de las óperas completas en ambas ciudades a comienzos de la década de 1850, con veintinueve estrenos en Montevideo en 1852 en solo un año, y más de treinta en Buenos Aires dos años después, merece un lugar fundamental en cualquier análisis que se realice sobre la formación del canon operístico tanto a nivel local como globalmente.
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