La red de empresarios europeos en Buenos Aires (1880-1925). Algunas consideraciones preliminares
Palavras-chave:
empresario, relaciones transatlánticas, Angelo Ferrari, Cesare Ciacchi, Charles Séguin, Walter Mocchi, Faustino Da RosaResumo
Durante el período de “emancipación cultural” (1884-1930), los empresarios europeos jugaron un rol tanto crucial como controversial en el desarrollo de las artes performáticas en Sudamérica. Usualmente conectados entre sí a través de contratos un tanto descuidados, manejaron la infraestructura transatlántica, liderando así el mercado a través de la provisión de la oferta y el desarrollo de la demanda cultural, como resultado de los cambios en las dinámicas económica, política y migratoria.
Si bien la importancia de estos entrepeneurs era clara en aquel entonces —generalmente enfatizada o halagada por políticos, intelectuales y competidores—, el rol del empresario europeo en el mercado teatral de Sudamérica aún necesita ser abordado dentro de una perspectiva más amplia. Este artículo pretende entonces contribuir a la comprensión de esta figura crucial dentro del desarrollo de las artes, a través de la perspectiva de algunos de los empresarios más destacados, cuyos negocios florecieron en Buenos Aires, ciudad de indiscutido capital cultural durante la belle époque. Ubicada en el centro del comercio musical transatlántico de comienzos de siglo XX, la metrópolis se transformó en el mercado más importante para la exportación de compositores italianos y franceses, al mismo tiempo en que las celebraciones por el centenario de independencia producían un profundo cambio en la actitud hacia los modelos europeos.
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