Entre/tejiendo vidas y discursos: Notas y reflexiones en torno a la biografía y la anti-biografía musical
Resumo
La posición de los estudios biográficos dentro de la musicología ha sido ambigua desde el inicio de la disciplina a finales del siglo XIX hasta la actualidad. Caminando sobre la delgada línea entre literatura y “ciencia auxiliar”, la biografía musical ha sido en momentos apreciada y en momentos denostada como parte del proyecto intelectual más amplio de la musicología. Sin embargo, es innegable que las biografías sobre músicos han ocupado mucha de la tinta y el papel que los estudiosos de la música han gastado en las últimas dos o tres centurias, y en ese trayecto ha sobrevivido a las transformaciones más importantes de la musicología como campo de estudios. Sin embargo, en un momento en el que la musicología crítica y los sound studies se desmarcan de la celebración de los “grandes hombres de la historia” y de la reproducción de teleologías eurocéntricas, y en un momento en que muchos campos de conocimiento en las humanidades y ciencias sociales han adoptado como suyos los reclamos antirracistas de movimientos como Black Lives Matter y las protestas contra la violencia de género de #MeToo, parecería que el género biográfico pudiera perder su centralidad en la disciplina. Tomando como caso de estudio mi escritura de la biografía de la compositora cubano-americana Tania León (n. 1943), este trabajo cuestiona la relevancia actual y la viabilidad futura de un género que ontológicamente pareciera imposibilitado para transitar exitosamente por las veredas que los giros epistemológicos más recientes proponen en la musicología.
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