Jean Baptiste Lully ¿arquitecto de la tonalidad?
Resumo
El trabajo se propone analizar la tesis, hoy sostenida por algunos musicólogos franceses, de que Lully habría fundado en su música el concepto de tonalidad. Para ello, se toman en consideración un número reducido de casos dentro de los géneros representados en la última época del compositor y que éste ha contribuido a crear: la tragedia lírica y el gran motete. Aunque no se pueda dar como generalmente válida una definición de tonalidad, ciertas nociones como centro tonal, proceso tonal y modulación están implicadas en ella, así como la relación entre estructura musical y dirección armónica de cierto tipo. Un recorrido por un número de arias solistas de las óperas permite reconocer, en diversos esquemas formales, la existencia de una unidad tonal. La misma se verifica en el interior de un sistema que reconoce modos mayores y menores. El análisis macroestructural, sucesión de escenas y actos, revela que la elección tonal ocurre en atención al carácter de los modos y de la existencia afectiva del texto y la situación escénica. No se advierte, en cambio, que haya una consecuente vinculación entre macroestructura y sistema tonal en el examen de la tragedia lírica Atys. El análisis de dos motetes permite advertir que cuando Lully se sujeta al círculo de quintas en el enlace de los acordes parece comportarse "tonalmente", pero que esta conducta está lejos de ser consecuente. Tampoco se observa, en la sucesión acórdica, la aplicación de un principio de jerarquía, ni existe un coherente tratamiento del ritmo armónico.
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Direitos autorais (c) 2018 Héctor E. Rubio

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