Pichuco y su “goma de borrar”: diferencias entre texto y ejecución en un tango arreglado por Astor Piazzolla para la orquesta típica de Aníbal Troilo
Palavras-chave:
arreglos, práctica interpretativa, modernidad, tópicos, época de oroResumo
Reconozco auditivamente en la introducción de un tango interpretado por Aníbal Troilo y su orquesta típica, la utilización del topos de la guitarra. Cuando accedo a las partituras manuscritas de ese arreglo, descubro que la introducción fue tachada y que la escritura original difiere de la ejecución grabada. Al constatar que el arreglo está firmado por Astor Piazzolla y que en las historiografías no aparece como autor del mismo, soy consciente de que es una fuente primaria de gran valor testimonial. El contraste del texto y sus anotaciones secundarias con sus dos versiones grabadas, fue diversificando la investigación y redefiniendo el objeto de estudio inicial. Lo que en principio fue una aproximación analítica a un recurso composicional, se convierte en un recorrido a través de diversas metodologías de investigación que el documento propone.
Este artículo es un estudio de caso acerca del funcionamiento del arreglo y la praxis interpretativa en la orquesta típica de tango. Troilo como director y Piazzolla como arreglador, dos de los músicos más importantes de la historia del género, son estudiados en este trabajo que aporta datos significativos sobre la recepción y la conformación de los estilos del tango en su época de oro.
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