Bailar o no bailar por la patria: la paradoja de las danzas (in)decentes en los albores de la República (Perú, 1825-1860)
Palavras-chave:
música peruana del siglo XIX, danzas sesquiálteras, Colección Kestner, danzas peruanas, danzas sudamericanasResumo
Carlos Vega e Isabel Aretz estudiaron con detenimiento la procedencia peruana de algunas danzas de la época de la Independencia y que pervivían en territorio argentino en la primera mitad del siglo XX como “El Cuándo”, “El Chocolate”, “El Mismis” y “La Mariquita”. Sin embargo, se sabe muy poco sobre estas danzas en territorio peruano. El auge que experimentaron estos bailes entre las élites del virreinato peruano y que luego motivaron su rápido desplazamiento hacia países vecinos habla de preferencias por ciertos repertorios con determinadas características textuales, sonoras y coreográficas que las colocaban como representaciones sonoras de la americanidad y por lo tanto portadoras de sentido en torno a la construcción de identidades alternativas a la hispana. Sin embargo, en un plazo de treinta años tales danzas fueron cedieron terreno frente a otras de procedencia europea o nacional y perdieron preponderancia en los salones limeños al ser consideradas incompatibles con las nociones de decencia y modernidad a las que las clases dominantes de la joven república deseaban adscribirse. A través del estudio de ejemplos musicales de la colección Kestner de la Biblioteca de Hannover y de fuentes primarias de la época, este trabajo busca establecer nexos entre estas danzas y los discursos e imaginarios asociados a su permanencia y olvido en la sociedad peruana de la primera mitad del siglo XIX .Downloads
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