Para el “tránsito a la inmortalidad”: la Sinfonía ‘In Memoriam’ (1953) de Luis Milici.
Palavras-chave:
música argentina, peronismo, Luis Milici, Eva PerónResumo
La Sinfonía ´In Memoriam´ de Luis Milici, compuesta como homenaje a María Eva Duarte, fue estrenada en el Teatro Municipal de Santa Fe el 21 de agosto de 1954, dos años después de su muerte. La obra había obtenido el primer premio en un concurso para obras dedicadas a honrar su memoria organizado por la Universidad Nacional del Litoral en 1953. Los títulos de sus cinco movimientos remiten al propio vocabulario del peronismo e indican la trayectoria política y personal de Eva Perón: “El advenimiento”; “Los humildes”; “Los privilegiados”; “El pueblo feliz”; “El tránsito a la inmortalidad”. Milici escribió un programa para la pieza en el que explica detalladamente la intención y el significado de cada movimiento.
Compuesta para orquesta sinfónica, cuarteto de solistas vocales, coro mixto, coro de niños y un pequeño conjunto de guitarras, esta sinfonía constituye un verdadero inventario de ideologemas que el peronismo manufacturó para construir su aparato simbólico. A efectos de transponer los ideologemas a formas artísticas, el compositor emplea recursos retóricos o topoi musicales de representación. Aparecen aquí, articulados por la música, numerosos ideologemas centrales en el pensamiento peronista, entre ellos la idea palingenésica de una Nueva Argentina que transformó el pasado dramático en un presente luminoso y la idea del peronismo como religión política y secular.
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